Descomplicando a pinagem do NodeMCU

Descomplicando a pinagem do NodeMCU

Quando as pessoas veem o esquema de pinos do NodeMCU pela primeira vez, podem ocorrer dúvidas ou até mesmo dificuldade de entendê-los. Mas não se preocupe, com este artigo você vai ver como é simples de entender a pinagem da placa e a partir daí você estará pronto para executar seus primeiros projetos!

Não é novidade que o NodeMCU é uma plataforma embarcada com atributos bastante atrativos para quem está pensando em desenvolver projetos IoT, automação ou robótica.

Falando brevemente das características desta placa, podemos destacar o fato dela ser open source e baseada na família ESP8266, contendo um módulo ESP- 12E ou ESP-12F, microprocessador Tensilica Xtensa LX106 RISC de 32 bits. O processador pode operar numa frequência ajustável entre 80 e 160 MHz. O NodeMCU tem 128 KB de RAM e 4 MB de memória Flash para armazenar dados e programas. Pode ser alimentado usando um cabo USB / micro USB ou pelo pino VIN (fonte externa), e como ponto principal a placa possui conexão WiFi nativa, o que vai permitir executar projetos que precisam de conexão sem fio.

Você pode programar os códigos para o NodeMCU em Lua ou em C. Se você preferir utilizar a linguagem C por estar familiarizado com ela, mas não sabe como integrar o NodeMCU ao seu IDE do Arduino, sugiro que leia a nossa postagem NodeMCU – Configurando o IDE do Arduino para fazer a instalação do NodeMCU no ambiente de desenvolvimento.

– Pinagem do NodeMCU

O NodeMCU tem um total de 30 pinos, o qual permitem fazer conexões com os mais variados módulos e sensores.

Descomplicando a pinagem do NodeMCU: Esquema dos GPIOs

Algumas considerações sobre o esquema de pinagem acima:

• Existem quatro pinos de alimentação na placa: um pino VIN e três pinos de 3,3V. Se a placa estiver sendo alimentada via cabo USB, o pino VIN pode ser usado para fornecer diretamente uma tensão regulada de 5V aos periféricos que estiverem conectados a placa. Os pinos de 3,3V são a saída de um regulador de tensão integrado.

• O pino GND é de aterramento da placa.

• Há duas maneiras de declarar os pinos do NodeMCU no seu código: usando a nomenclatura escrita na placa: D0, D1, D2, e etc…; ou pelo GPIO: 16, 5, 4, e etc… . O NodeMCU tem 17 pinos GPIO que podem ser atribuídos para conexão de módulos, sensores e componentes eletrônicos.

• Os pinos GPIOs 6 e 11 estão conectados a memória flash do NodeMCU, portanto não é recomendado a utilização desses pinos para conexão de módulos e sensores.

• Alguns pinos sofrem oscilações de aproximadamente 110ms no boot da placa, por isso se atente aos módulos que irá ligar nesses pinos. Os pinos GPIOs 4 e 5 são os únicos que não oscilam durante o boot.

• Os pinos I2C são usados para conectar todos os tipos de sensores e periféricos I2C em seu projeto. Ambos I2C Master e I2C Slave são suportados.

• Os pinos de interface SPI são utilizados para ligar módulos de mesma interface, como RFID e displays, já que esses pinos não reconhecem comando como DigitalRead e DigitalWrite.

• O pino ADC0 já possui um conversor de tensão internamente. Se atente a esse pino: o NodeMCU usa o pino analógico para medir a tensão interna e ajuste de potência de saída da placa. Portanto, ao usar este pino e também conexão WiFi no seu projeto, pode ocorrer instabilidade na conexão ou erro na leitura do sensor, porém você consegue tratar isso via código.

• A placa possui 4 canais de modulação por largura de pulso (PWM). A saída PWM pode ser implementada para acionar cargas contínuas e LED’s, por exemplo.

• Os pinos de controle são usados para controlar o ESP8266. São eles: Enable (EN), Reset (RST) e WAKE.
   – Enable (EN): o chip ESP8266 é habilitado quando o pino EN está em nível lógico ALTO (HIGH ou 1). Quando está em nível lógico BAIXO (LOW ou 0), o chip funciona com a potência mínima.
    – Reset (RST): é usado para reiniciar o NodeMCU.
    – WAKE: usado para “acordar” o NodeMCU do modo sono profundo (Deep Sleep Mode).

– Modo Sono Profundo

Modo Sono Profundo (Deep Sleep Mode) é uma técnica utilizada para que o NodeMCU consuma menos energia, no caso de uma alimentação externa com uma bateria, por exemplo. Esta técnica pode ser feita de duas maneiras: ligando o pino RST do NodeMCU ao pino D0 e configurar no código o tempo que ele levará para “acordar do sono profundo” ou fazendo externamente com um botão que ao ser pressionado irá “acordar” o NodeMCU.

Descomplicando a pinagem do NodeMCU: Modo sono profundo com o pino RST Descomplicando a pinagem do NodeMCU: Modo sono profundo externo

Concluindo, não existe segredo sobre a pinagem do NodeMCU. Procurei detalhar as informações mais importantes para que você se sinta apto para iniciar seus projetos com esta plataforma. Espero que você tenha achado útil este guia prático sobre os pinos do NodeMCU, e qualquer dúvida ou sugestão de como usar os GPIOs dessa placa me escreva através do campo de comentários da postagem. Até a próxima!



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Diretora de Marketing, Designer e Criadora de Conteúdo da MasterWalker Shop. Bacharel em Engenharia da Computação. Apaixonada por tecnologia, fã de super-heróis e bandas de rock.

Existem 2 comentários para esta postagem
  1. Maurício Cardoso às 13:26

    Olá, Greici.
    Muito obrigado pelo excelente post para um iniciante iguala mim. Li que existem NodeMCU com 30 e 38 pinos. Estou iniciando meus conhecimentos com o ESP32. Há algum poste similar a esse em relação ao ESP32 com 38 pinos?
    Grato, despeço-me.

    • Greici Oliveira Autor às 14:46

      Olá Maurício.

      Agradeço pelo seu comentário.

      No momento, não temos um post em relação ao Pinout do ESP32. Mas e breve será disponibilizado aqui no BLOG. Fique ligado!!!

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